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Sergipe completa hoje 197 anos de emancipação política

Em 8 de Julho de 1820, D. João VI, segundo alguns historiadores, se sentia grato com a participação da elite sergipana no processo de expansão da revolução pernambucana de 1817, decretava Sergipe independente da Bahia e nomeava Carlos César Burlamaqui para ser seu primeiro governante. Mas a Bahia não aceitou tão fácil assim tomando outras medidas prendendo o senhor Burlamaqui. D. Pedro I, que assumiu depois da abdicação de seu pai e proclamou a independência do Brasil, confirmou, por Carta Imperial, em 5 de dezembro de 1822 a Carta Régia de D. João VI, concedendo a autonomia de Sergipe.

O 8 de julho, data considerada o dia da Sergipanidade, por ser a data em que Sergipe conquistou sua emancipação política da Bahia. A data é marcada todos os anos, por diversas comemorações que envolvem o fazer cultural sergipano e a valorização do seu povo, nessa data, Sergipe comemorará 196 anos de emancipação política, mas oficialmente o dia da Sergipanidade ficou mesmo com a outra data que antes também se comemorava o dia e emancipação do estado o então 24 de outubro.

Uma data que agora tem outro sentido, comemoramos o dia do sentimento, do orgulho de ser sergipano, esse termo sergipanidade foi usado primeiramente por Tobias Barreto, mas somente nas últimas duas décadas que a Sergipanidade começou a ser tratada como um conceito cultural, capaz de inspirar artistas, escritores, pensadores, qualificando compromisso das manifestações da cultura sergipana.

A Carta Régia que desanexou da Capitania da Bahia o território de Sergipe, emancipando-o politicamente, completa 196 anos, e é, ainda, uma referência, um marco, para a compreensão da história. Por mais que os episódios gerados pela decisão de Dom João VI ainda careçam de melhor interpretação, o 8 de julho de 1820 tem sido convertido no símbolo da liberdade, da independência, da autonomia econômica, da construção da sociedade sergipana.
Muitos Historiadores compreende que a Emancipação política de Sergipe resultou de uma luta madura, empreendida pela elite produtora local – criadores de gado e senhores de engenho – até então responsáveis pelo abastecimento das grandes Capitanias da Bahia e de Pernambuco.

Sergipe conquista sua autonomia jurídica em 1696 com a criação da comarca de Sergipe, sendo Diogo Pacheco de Carvalho nomeado como primeiro ouvidor, e logo no ano seguinte em 1697, o governador-geral do Brasil ordenou ao ouvidor-geral de Sergipe, Diogo Pacheco de Carvalho, a criação de vilas nas povoações de Itabaiana e Lagarto, e outra no Porto da Cotinguiba. Naquele mesmo ano, a Câmara de São Cristóvão instala a sede da Vila de Santo Amaro, em homenagem ao fundador Amaro Aires da Rocha, no Porto da Cotinguiba. Contudo, Martins de Azevedo não queria a vila no porto. Além de prejudicar seu engenho, a localidade sofria com as inundações.

A reação da Bahia, rejeitando os fatos, criando obstáculos, gerando conflitos, bem demonstra a tutela, para adiar a decisão do Rei. As circunstâncias da Independência do Brasil serviram para que a decisão da Carta Régia de 8 de julho de 1820 fosse confirmada e referendada por Pedro I, que chegou a elevar, novamente, São Cristóvão à condição de cidade, para ser a capital de Sergipe. A Constituição do Império, que é de 1824, colocou Sergipe entre as Províncias do Brasil, consolidando a Emancipação de 8 de julho de 1820.

FONTE ☛ http://www.93noticias.com.br/sergipe-completa-hoje-197-anos-de-emancipacao-politica/

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