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Warren Buffett alerta: o varejo que você conhece está para morrer

Embora os Estados Unidos não estejam em crise econômica, mais de 3.200 lojas físicas já fecharam neste ano. Muitas outras deverão fechar até o fim do ano – o Credit Suisse estima que serão 8.600 no total, batendo o recorde de 6.163 lojas fechadas em 2008, o auge da crise econômica por lá.

Isso sinaliza, para muita gente, que a morte da loja física está para acontecer. Uma dessas pessoas é o megainvestidor Warren Buffett, que disse que em 10 anos o varejo vai estar completamente diferente. “A loja de departamento agora é online”, avisou o bilionário durante o encontro anual da Berkshire Hathaw ay.

“Eu não tenho ilusão de que daqui 10 anos o mundo vai ser igual o de hoje, e algumas coisas nesse caminho vão nos surpreender. O mundo evoluiu, continua evoluindo e a velocidade está aumentando”, destacou. Uma das coisas que ele tem feito é sair de empresas de varejo tradicional.

Em fevereiro a Berskshire Hathaway já havia vendido US$ 900 milhões em ações do Walmart, o principal afetado por essa mudança. A companhia foi ultrapassada pela Amazon no posto de principal varejista do mundo nos últimos anos e está tentando combater a rival online. Sem inovação, a empre sa deverá morrer.

Por isso, investidores espertos (como Buffett) estão optando por ficar de fora do setor de varejo neste momento. “Eu acho que o setor varejista é muito duro para mim, geralmente”, afirmou. Ele já não tem praticamente ações da Walmart, um dos símbolos do capitalismo norte-americano por dé cadas.

E esse sentimento fez com que o Walmart corresse para não morrer: buscou startups e conseguiu voltar a crescer, com crescimento de 63% nas operações online. Isso pode ser o suficiente para atrair os investidores novamente, mas não se engane, se ela não mostrar que está reagindo ao que ocorre ao seu redor, tamb&ea cute;m morrerá eventualmente.

As lojas físicas fecham conforme o número de e-commerces crescem e as pessoas passam a acreditar mais neles, além das mudanças no comportamento dos consumidores. Uma tendência nos últimos anos foi o aumento dos gastos com entretenimento e tecnologia contra roupas e acessórios.

Enquanto o varejo físico vai morrendo, a Amazon vai florescendo. A companhia inclusive pretende juntar o varejo online com o varejo offline, criando novas formas dos consumidores fazerem compras através da internet e buscarem seus produtos fisicamente sem terem que pagar frete por isso e esperar chegar. É a revolução em curso.

O mundo como você conhece está mudando

 

O mundo está mudando completamente, não há dúvidas. E grandes empresas estão passando por essa mudança também e precisam se adaptar para não morrerem.

Uma das mudanças mais chamativas é a queda do varejo físico e crescimento do varejo online. Muitos shoppings centers estão fechando nos Estados Unidos por conta disso, em conjunto com lojas.

O que as companhias com presença no mundo físico precisam fazer é entender esse mundo online que esta surgindo. E para isso, precisam buscar startups.

Um exemplo é o que o Walmart, o maior varejista do mundo, fez: comprou dezenas de startups para crescer suas operações online e combater a Amazon, sua maior rival e dominante. E conseguiu crescer 63% de um ano para outro, injetando novo ânimo na equipe que cuidava do online por lá.

Mas se sua empresa não tem dinheiro para comprar startups (qual tem?), existem outras formas de buscar inovação e trabalhar com startups: desafios, parcerias, relações comerciais…

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  • Saiba o porquê de corporações correrem riscos
    Cada vez mais, startups representam um perigo para negócios que estão parados no tempo

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    Desde criar uma startup internamente até investir nela por meio de um corporate venture capital, as opções são variadas e trazem focos diferentes

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*Por Felipe Moreno, editor-chefe do StartSe

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