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  • Aviso Feriado

    Aviso Feriado

    AVISO

    SRS. REPRESENTANTES COMERCIAIS

    Devido aos festejos juninos, informamos que no dia 23/06 o expediente será das 8h30 às 13h e que não haverá expediente nos dias 24 e 29 de junho.

  • Revista Confere Junho 2016

    http://www.confere.org.br/PDF/Revista_29.pdf

  • Indiano usa táxi como ambulância e não cobra tarifa de quem precisa ir ao hospital

    Indiano usa táxi como ambulância e não cobra tarifa de quem precisa ir ao hospital

    O indiano Vijay Thakur, de 75 anos, é um cara do bem. Ele trocou a profissão de engenheiro pela de taxista, e desde então oferece o serviço de ambulância gratuito, a qualquer hora do dia e da noite, para quem não pode pagar pelas corridas.

    A ideia surgiu depois que sua mulher grávida precisou de atendimento. Sentindo fortes dores no abdome, eles não encontraram um taxi para chegar rapidamente até o hospital. Infelizmente, sua esposa acabou sofrendo um aborto naquela noite, e o fato fez com que Vijay mudasse sua vida completamente em nome do bem estar das pessoas.

    Para alegrar ainda mais a vida de quem precisa de Vijay, o designer Poorva Shingre resolveu promover uma mudança em seu táxi-ambulância: decorou o veículo com imagens de positividade. O presente foi dado em conjunto com a Taxi Fabric, como um pequeno reconhecimento pelo carinho que o taxista dispensa com os passageiros necessitados.

    Muito bacana, né?

    Vijay Thakur transporta necessitados ao hospital sem cobrar nada pela corrida – Foto: Mayur Mengle, Niqita Gupta e Siddharth Samant Vijay Thakur transporta necessitados ao hospital sem cobrar nada pela corrida – Foto: Mayur Mengle, Niqita Gupta e Siddharth Samant

    Veja reportagem e mais foitos no link:  http://cenapop.virgula.uol.com.br/2016/06/15/115839-indiano-usa-taxi-como-ambulancia-e-nao-cobra-tarifa-de-quem-precisa-ir-ao-hospital/

  • Orçamento doméstico é primeiro passo para estabilidade financeira

    Orçamento doméstico é primeiro passo para estabilidade financeira

    Em épocas de crise, otimizar os ganhos e ter controle sobre os gastos é ainda mais importante. Uma simples gestão dos recursos da casa pode colocar as contas em dia e trazer a tão sonhada estabilidade financeira.

    Na prática, muitas pessoas não sabem efetivamente quanto ganham –depois dos descontos no salário, como INSS e Imposto de Renda, por exemplo– ou gastam por mês. Por isso, montar o orçamento doméstico é o primeiro passo de uma educação financeira que realmente altere o estilo de vida.

    “Assim fica mais fácil tomar decisões, segurar o impulso pela compra e ainda nos ajuda a alcançar sonhos”, afirma Cíntia Senna, do Dsop, site de educação financeira.

    A contabilidade doméstica deve seguir a receita de qualquer empresa, segundo especialistas: mensurar ganhos e despesas, estudar maneiras de otimizar custos e planejar objetivos, detalhando como conseguirá atingi-los.

    Os planejadores financeiros ressaltam que a contabilidade mental é uma pegadinha, já que é praticamente impossível obter um controle dos gastos confiando apenas na memória. Cadernos, programas em computadores, como o excel, ou aplicativos no celular podem ajudar na tarefa.

    “Coloque o valor que cai na sua conta-corrente por mês, o chamado ganho líquido. Se não souber, faça um levantamento e procure por uma média, que será sua base.”

    O próximo passo é descobrir para onde o dinheiro vai. “Liste todos os gastos fixos, como escola, empregada, aluguel, condomínio. Reserve também 20% para os variáveis, como uma ida ao cinema ou uma necessidade não pensada anteriormente. Com isso, terá um relato aproximado de quanto gastará por mês”, diz Márcio Gabrielli, professor da FGV.

    O empresário Fernando Bardusco, 24, começou a fazer um orçamento há um ano e meio, quando percebeu que gastava muito, sem saber como. “Isso me ajuda a mapear onde estou gastando mais e a analisar como posso economizar.” E vale ressaltar que, para ter êxito, isso deve ser feito todos os meses.

    VINICIUS PEREIRA
    DE SÃO PAULO

    No link:
    http://temas.folha.uol.com.br/contas-de-casa/seu-bolso/orcamento-domestico-e-primeiro-passo-para-estabilidade-financeira.shtml

  • Bancos estudam acabar com rotativo do cartão de crédito

    Bancos estudam acabar com rotativo do cartão de crédito

    A Abecs (associação das empresas de cartões) deve apresentar nos próximos meses uma proposta para diminuir gradativamente o uso do rotativo do cartão de crédito e até extingui-lo. A linha é utilizada quando o cliente não paga o total da fatura mensal.

    A avaliação é que a modalidade traz mais perdas do que ganhos para as empresas. Além de despesas e prejuízos com a inadimplência, o produto prejudica a imagem dos bancos e o relacionamento com o cliente.

    A má fama do cartão está na taxa de juros do rotativo, de 450% ao ano, em média, o que leva a uma alta inadimplência, de 36%, segundo a Abecs. Já considerando todas as linhas de crédito para pessoa física, a taxa é de 4,3%, segundo o Banco Central.

    O crédito rotativo responde por 20% dos recursos movimentados pelos usuários de cartões, diz a associação.

    Outra opção para quem não pode pagar toda a fatura, que responde por menos de 10% das concessões, é definir com a administradora a quantidade de parcelas em que o débito será quitado, com juros menores do que no rotativo, em torno de 150% ao ano. O patamar é próximo de uma linha de crédito pessoal, mas bem superior ao crédito consignado, por exemplo.

    Marcelo Noronha, presidente da Abecs, afirma que entre as iniciativas em estudo está limitar o prazo em que o cliente pode ficar no rotativo e, a partir daí, migrá-lo para uma linha de crédito com juro menor.

    A solução pode ser definitiva ou vigorar por um período de transição, depois do qual o produto acabaria.

    ESTRATÉGIA

    O mais provável é que o setor proponha três ou quatro opções que serão adotadas pelos bancos de acordo com a estratégia de cada um. “Você poderia eliminar o rotativo. É uma possibilidade em discussão”, diz Noronha.

    As mudanças não dependeriam do governo, embora devam passar pelo crivo do Banco Central. “Se for num caminho que atenda ao desejo da sociedade e do setor, então talvez isso seja suficiente para virar essa página.”

    Na prática, uma parte das propostas da Abecs já tem sido adotada pelos bancos, que, com o agravamento da crise e do desemprego, temem perder clientes.

    O vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil, Raul Moreira, diz que a ordem é não deixar ninguém pendurado por mais de 30 dias. Após 15 dias, o BB passa a oferecer opções com juros mais baratos.

    Segundo a instituição, cerca de 20% dos clientes nessa linha são pessoas de alta renda. Outros 60% têm linhas com taxas menores à disposição, como o consignado, mas desconhecem a opção ou resistem em fazer a troca.

    Os que realmente não têm outra opção são cerca de 20%. “Não adianta ter lei se o cliente tiver uma percepção errada sobre o produto”, afirma Moreira.

    Marcos Magalhães, diretor da área de cartões do Itaú Unibanco, afirma que o banco sempre incentivou o uso do parcelado com juros, que até supera as suas operações com rotativo.

    “Como estamos vivendo uma época de crise, a gente está sendo ainda mais incisivo com os clientes”, diz. “A gente indica outras linhas mais baratas. A receptividade é altíssima.”

    Rodrigo Cury, superintendente executivo de cartões do Santander, afirma que o banco incentiva os clientes a trocarem essas dívidas por produtos da linha “crédito sob controle”.

    “O cheque especial e o rotativo são créditos emergenciais, para quando há um problema de dias ou de uma semana. Não deve financiar o dia a dia”, completa.

    POR DENTRO DO CARTÃO DE CRÉDITO

    O que é o rotativo do cartão?

    É uma linha de crédito pré-aprovada, contratada pelo cliente quando ele paga um valor abaixo do total devido no cartão de crédito. Tem taxa de juro de 450% ao ano, a mais cara entre todas as linhas

    Por que esse crédito é tão caro?

    Quanto mais fácil pegar o empréstimo, mais caro ele vai custar. Isso porque a facilidade de contratação do crédito aumenta a chance de o cliente não conseguir pagar a dívida. Como o calote é um custo para o banco, ele cobra mais para compensar esse risco

    O que é o parcelamento de fatura?

    Quando o consumidor percebe que não vai conseguir pagar o valor integral da fatura, ele pode optar por parcelar o valor devido. Nessa linha, os juros médios são de 150% ao ano

    Parcelar a fatura é vantajoso?

    A linha é mais barata que as taxas de juros do rotativo, mas ainda é um crédito caro. Se o cliente está endividado no cartão, o melhor é negociar com o banco um empréstimo pessoal mais barato. Algumas opções são o crédito consignado ou o empréstimo com bem como garantia (como o imóvel ou o carro)

    Por que os bancos querem acabar com o rotativo?

    Eles alegam que, além do custo para o banco com a inadimplência, as altas taxas de juros sujam a imagem da instituição financeira.

    Na prática, a tendência é que o cliente que tenha aumentado muito sua dívida no cartão nunca volte a usar o produto. A instituição também corre o risco de perder o correntista para um concorrente após a experiência ruim.

    EDUARDO CUCOLO
    DE BRASÍLIA

    FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/06/1780987-bancos-estudam-acabar-com-rotativo-do-cartao-de-credito.shtml

  • Receita libera consulta para você saber se caiu na malha fina do IR 2016

    Receita libera consulta para você saber se caiu na malha fina do IR 2016

    id-work/iStock – Do UOL, em São Paulo – 

    Os contribuintes que entregaram a declaração do Imposto de Renda 2016 podem consultar o extrato no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento), na internet, para verificar eventuais pendências e acompanhar a situação perante a Receita. O endereço do portal é http://zip.net/bxp7kj (link encurtado e seguro).

    Para acessar o serviço, é preciso um código. A Receita Federal tem um passo-a-passo para gerar esse código no seu site: http://zip.net/bjsVnr.

    Segundo a assessoria de imprensa da Receita, o contribuinte que verificasse o extrato da declaração até esta segunda-feira (16), encontraria o status “em processamento”, mas ainda não teria a confirmação de que foram encontradas pendências. Agora, essa informação já está disponível, e o próprio contribuinte pode retificar a declaração, caso necessário.

    Mas, se a Receita aponta problemas e o contribuinte fez a declaração correta, não há o que retificar. Ele terá de aguardar o contato da Receita para mostrar seus documentos ou poderá agendar um atendimento, apenas a partir de 2017, informa a assessoria. O status “processada” indica que a declaração foi recebida e o processamento, concluído.

    As restituições serão pagas em sete lotes, sendo o primeiro programado para 15 de junho e o último, para 15 de dezembro. De acordo com a legislação, terão prioridade no recebimento das restituições os idosos e os contribuintes que têm alguma moléstia grave ou deficiência física.

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    IR 2016: Veja despesas que não podem ser deduzidas e suas exceções20 fotos

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    A Receita Federal permite que várias despesas sejam deduzidas da declaração de Imposto de Renda. Alguns gastos, porém, não podem ser deduzidos, ou só em casos específicos. Clique nas imagens acima e confira alguns deles. (Fontes: Sescon-SP, IOB, BDO, DPC Contabilidade e Receita)Imagem: Arte/UOL

    FONTE:  http://economia.uol.com.br/imposto-de-renda/noticias/redacao/2016/05/17/receita-libera-extrato-do-ir-2016-na-internet-para-consulta-de-pendencias.htm

  • Mais brasileiros admitem ter ‘dado jeitinho’, diz pesquisa; o que isso tem a ver com corrupção?

    Mais brasileiros admitem ter ‘dado jeitinho’, diz pesquisa; o que isso tem a ver com corrupção?

    Em meio a investigações, delações premiadas e prisões da Operação Lava Jato, mais brasileiros estão admitindo que já “deram um jeitinho” para resolver problemas.

    Pesquisa da consultoria Ipsos obtida com exclusividade pela BBC Brasil mostrou que, entre outubro de 2014 e maio de 2016, o número de entrevistados que declarou ter “dado um jeitinho no último ano” passou de 49% para 62%, um aumento de 26%.

    O último levantamento foi feito entre 29 de abril e 7 de maio passado, com 1.200 pessoas em 72 municípios do país. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

    Segundo o estudo, para a maioria dos brasileiros, atitudes como pedir a um médico conhecido para passar na frente na fila do posto de saúde ou pedir a ajuda de um amigo que trabalha no serviço público para expedir um documento mais rápido encaixariam nessa categoria e não seriam corrupção.

    Isso significa que as pessoas estão sendo menos éticas? Não necessariamente.

    Para Danilo Cersosimo, diretor na Ipsos Public Affairs e responsável pela pesquisa, o dado é sinal de que há mais transparência nas respostas.

    “Estamos vivendo um momento de transformação de valores. Não significa dizer que de uma hora para outra todo mundo vai começar a agir de forma correta”, diz. “Mas o contexto faz com que todos tenham que admitir pequenos ou grandes deslizes.”

    Cersosimo cita um contexto que estaria colocando todos “contra a parede” e destaca a importância da Lava Jato como símbolo do combate à corrupção. Segundo outra pesquisa da Ipsos, em abril 75% dos entrevistados achavam que a operação iria transformar o Brasil em um país sério.

    “Quando as pessoas começam a ver que ações contra corrupção vão dar resultado, elas começam, quase como obrigação moral, a rever seus conceitos.”

    Ao lado da Lava Jato, a crise econômica e a piora de condições de vida da população influenciariam numa mudança de comportamento. Em tempos difíceis, explica Cersosimo, quando é necessário sair do consultório privado e entrar na fila do SUS, a revolta com os desvios do dinheiro público cresce. Isso porque as pessoas passam a sentir na pele os prejuízos que a corrupção acarreta aos serviços do Estado.

    O reflexo disso chegaria às pequenas atitudes do dia a dia e na ligação, ainda que incipiente, entre o cotidiano e a grande corrupção dos políticos.

    “Em partes, a pessoa está refletindo que os R$ 20 pro guarda no final das contas ajudam a manter esse modelo deformado, onde o político corrupto desvia R$ 300 milhões.”

    Segundo Cersosimo, prova da transformação na cabeça dos brasileiros seria a quantidade de entrevistados que acreditam que o “jeitinho” não é uma coisa certa: o número passou de 54% para 67%.

    Além disso, neste ano, mais pessoas definiram fazer gato de energia elétrica e passar conversa no guarda para não pagar multas, por exemplo, como corrupção (64% e 56%, respectivamente) e não como “favor” ou “jeitinho”.

    Em 2014, essas porcentagens eram de 58% e 45%, respectivamente. Apenas “guardar lugar na fila para alguém que vai resolver um problema” continuou no mesmo patamar – 53% o consideram um “favor”.

    Jeitinho na crise

    O protagonismo dado à Lava Jato pelo diretor da Ipsos no aumento da prática do “jeitinho” não é consenso. Especialistas consultados pela BBC Brasil diminuem a relevância da operação nos resultados da pesquisa.

    Para Rita Biason, coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Corrupção da Unesp, mais gente está admitindo o jeitinho por causa da difícil situação econômica do país.

    Segundo ela, quanto mais bens e serviços são tirados da população, maior será o uso de estratégias “alternativas” para se conseguir o que se quer.

    “Pode haver mais consciência de que o ato é reprovável, mas, dadas as atuais circunstâncias, a pessoa se vê obrigada (a isso). Ela perdeu o emprego, perdeu o convênio médico, vai para fila do SUS e vai achar um jeito de ser atendida.”

    Ela explica que o “jeitinho” fica numa categoria intermediária entre o favor, que não gera transgressão, e a corrupção, quando há o completo desrespeito às leis.

    Mesmo sendo uma “zona cinzenta”, Biason afirma que o brasileiro sabe diferenciá-lo da ilegalidade: o jeitinho seria pessoal, quase uma camaradagem, e a corrupção, institucional.

    Apesar de haver mais consciência sobre os problemas de agir fora das regras, a professora não acha que os brasileiros estejam mais atentos na relação entre seus desvios cotidianos e a corrupção dos políticos, por exemplo.

    “As pessoas não veem conexão entre Brasília e o dia a dia, a prática da cidadania e as negociações no âmbito político. São coisas muito distantes.”

    Nesse sentido, investigações e prisões seriam absorvidas pela população “como uma esponja” e moldariam suas opiniões, mas não suas ações.

    Biason vê isso no aumento do número de entrevistados que respondeu “para que a coisas funcionem é preciso que todos cumpram a lei”. A proporção foi de 76% em 2014 para 82% em 2016.

    “O fato de alguém ser crítico não significa que não praticará o jeitinho, porque, para ele, são duas coisas desconexas.”

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    Relembre casos de corrupção no Brasil22 fotos

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    ESCÂNDALO DA MANDIOCA — O QUE FOI: desvio de Cr$ 1,5 bilhão da agência do Banco do Brasil de Floresta (PE) destinado ao Programa de Incentivo Agrícola (Proagro), do governo federal. QUANDO: 1979 a 1981. DETALHES DO CASO: os envolvidos no esquema usaram o dinheiro desviado para comprar imóveis, automóveis e outros bens. O procurador da República Pedro Jorge de Melo, que lançou as denúncias, foi assassinado. QUE FIM LEVOU? Em 2013, 22 acusados tiveram penas aumentadas para 3 a 16 anos de prisão. Dois réus foram dispensados do julgamento por terem mais de 70 anos de idade. Ninguém foi preso porque ainda podiam entrar com recursoImagem: Getty Images

    Processo mais longo

    Mudar de fato o comportamento do brasileiro perante a corrupção exige mais do que operações da Polícia Federal, diz o sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor de “A Cabeça do Brasileiro”.

    Segundo ele, o costume de não seguir regras é muito arraigado no país e uma alteração, mesmo que inicial, não acontece em alguns anos. Ainda de acordo com o Ipsos, 74% dos entrevistados afirmam que já “deram um jeitinho” em algum momento da vida.

    “Isso vai durar só enquanto acontece essa coisa mais midiática. (Uma transformação) não acontece em dois ou três anos por causa de uma operação. Quantas dessas já tivemos?”

    Para Almeida, a sequência de investigações é até negativa, porque aumenta a descrença da população na política, para a qual não há outras alternativas. É como se estivéssemos prendendo todos os líderes do sistema sem ter um plano B.

    “O melhor seria uma mudança mais lenta. Um combate à corrupção mais gradualista, com passos mais sólidos e mais difícil de retroceder (nas conquistas). Quando você acelera muito, corre o risco de voltar atrás.”

    Seria necessário, portanto, mudar as leis e os sistemas de controle e não apenas criar operações de combate. Uma reforma estrutural, diz Almeida, minaria as causas da corrupção.

    A coordenadora da pesquisa da ONG Transparência Brasil, Juliana Sakai, vai na mesma linha. Para ela, as instituições deveriam tornar mais difícil a prática de atos ilícitos.

    “Está todo mundo assustado com a Lava Jato, mas ela mesmo tem poucos mecanismos de investigação. A maioria dos casos é de delação, de alguém que irrompe do sistema. É preciso mudar os mecanismos institucionais.”

    O sociólogo pondera que a aprovação dessas medidas no Congresso depende da pressão da população e que a melhoria das educação ajuda na criação de cidadãos mais atuantes.
    Os pacotes anticorrupção sugeridos por Dilma e pelo Ministério Público Federal, por exemplo, não foram para frente nas Casas.

    “No fim, a educação é a chave. Pessoas mais educadas pressionam mais o sistema político”, afirma Almeida.

    FONTE:  http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2016/06/09/mais-brasileiros-admitem-ter-dado-jeitinho-diz-pesquisa-o-que-isso-tem-a-ver-com-corrupcao.htm

    Imagem em Destaque : Getty Images

    BBC

    Ingrid Fagundez
    Da BBC Brasil em São Paulo

  • Representante de Máquinas e Equipamentos

    Representante de Máquinas e Equipamentos

    Empresa : Berliner do Brasil Motores Ltda

    Segmento: Maquinas e equipamentos

    41 3024-0085

    Simone@berliner.com.br

    Em busca de representantes para todo o Estado de Sergipe

    Pré requisitos : core ativo e empresa Ltda.

  • Parece genial, mas não funciona: 7 soluções para casa que causam problemas

    Parece genial, mas não funciona: 7 soluções para casa que causam problemas

    Karine Serezuella – Colaboração para o UOL, de Ribeirão Preto

    Algumas ideias de decoração são “vendidas” como ótimas alternativas para a falta de espaço e a praticidade no dia a dia, em especial, para apartamentos pequenos. No entanto, se elas não forem adequadas ao seu estilo de vida e bem executadas, acabam gerando grandes problemas. O UOL selecionou sete exemplos que parecem boas soluções, mas podem não funcionar na sua casa.

    Fontes: Cilene Monteiro Lupi, arquiteta; Claudia  Schneider, arquiteta; Elaine Gonzalez, arquiteta do escritório UMM Arquitetura; Josi Oliveira, arquiteta do escritório Lopez Interiores; Marina Salomão, arquiteta; Patrícia Rocha, designer de interiores do escritório Rocha Andrade Arquitetura & Interiores; e Solange Guerra, designer de interiores.

    #cilada

    • Orlando/ Arte UOL

      Espelhos para “ampliar” o ambiente

      Você pode cair em uma cilada se não tiver cautela ao escolher o espelho e o local adequado para pendurá-lo. Instalar unidades em paredes opostas, por exemplo, tende a criar o indesejável “fundo infinito”. Colocar vários modelos pequeninos ou uma só peça de tamanho inadequado em uma parede grande pode “diminuir” o espaço, em vez de proporcionar a sensação de amplitude, portanto, cuidado. Leia mais 

      imagem: Orlando/ Arte UOL

       

    • Orlando/ Arte UOL

      Integrar a cozinha à sala

      Montar uma cozinha americana está na moda há algum tempo, mas a decisão pode ser uma grande roubada: este tipo de ambiente só funciona se houver uma bela coifa e o usuário for BEM organizado. Isso porque a bagunça fica mais exposta e a gordura e o vapor podem chegar aos demais cômodos da casa. Antes de sair derrubando paredes, avalie seu estilo de vida e suas necessidades cotidianas. Leia mais 

      imagem: Orlando/ Arte UOL

       

    • Orlando/ Arte UOL

      Abarrotar cada cantinho com armários

      Em apês pequenos, em especial nas cozinhas, a saída para aproveitar o espaço é instalar móveis para armazenamento em todos os cantos disponíveis. Mas armários acima de portas e vãos de passagem “diminuem” o ambiente e o problema ganha ênfase se o cômodo for do tipo corredor. Nos quartos, guarda-roupas e nichos acima ou nas laterais das camas tendem a dar essa mesma sensação de aperto. Assim, para deixar o espaço mais leve, pense em um “layout” setorizado para os armários, preenchendo, por exemplo, uma única parede inteira.

      imagem: Orlando/ Arte UOL

       

    • Orlando/ Arte UOL

      Camuflar elementos úmidos

      Esconder uma pia dentro de um armário ou “camuflar” o acesso para o banheiro, instalando a porta como parte do guarda-roupa parecem boas ideias, mas na prática acabam gerando dores de cabeça. No caso da pia, o truque só é válido em caso de pouco uso e muita disciplina. A louça suja pode exalar odores desagradáveis e a umidade, mesmo que a cuba esteja limpa e aparentemente seca, acaba por gerar mofo e bolor. Por sua vez, ao embutir a porta do banheiro no guarda-roupa, um espaço considerável de armazenamento simplesmente vai para o beleléu.

      imagem: Orlando/ Arte UOL

       

    • Orlando/ Arte UOL

      Utensílios expostos na cozinha

      Dá para usar nichos abertos e prateleiras para o armazenamento de louças e utensílios de cozinha? A resposta é: “sim”, mas na prática, tal escolha gera mais trabalho. A manutenção (limpeza e organização das peças) deverá ser mais rigorosa e isso quer dizer que, além daquela limpeza diária, uma bela faxina em períodos regulares deverá dar contas da gordura e da poeira que acabam se depositando sobre os móveis e os itens abrigados ali. A sugestão para uma cozinha pequena e funcional é instalar armários com portas basculantes, fechados com vidro transparente ou pintado. Fica bonito, deixa as coisas bonitas à vista e é prático. Leia mais 

      imagem: Orlando/ Arte UOL

       

    • Orlando/ Arte UOL

      Dividir ambientes com vidro

      Divisórias feitas de vidro dão um visual moderno e bonito, além de dar amplitude a quitinetes, mas não são funcionais. Se colocadas para delimitar o quarto da sala ou o quarto do banheiro, diminuem a privacidade. Além disso, o trabalho para manter a estrutura limpa é grande e quadruplica se o pano de vidro for instalado junto à cozinha, por causa da incidência de gordura e vapores. Leia mais 

      imagem: Orlando/ Arte UOL

       

    • Orlando/ Arte UOL

      Cozinha + lavanderia – tanque = problemas

      Mesmo que o espaço seja mínimo e você tenha investido em uma máquina lava-e-seca, tente incluir um tanque e um varal de teto em sua lavanderia. O tanque é útil para a execução de pequenas tarefas do cotidiano, como a limpeza de um tênis ou a lavagem de um pano de chão. O varal, se estiver em um local ventilado, vai economizar bons tostões por diminuir a frequência de uso da função “secar” da lavadora, que gasta bastante eletricidade. Unir a área de serviço com a cozinha demanda muita organização e, ainda assim, pode ser complicado, porque por mais ordeiro que seja o morador, esse cômodo quase nunca é 100% bonito. O melhor é separar tal ambiente da cozinha, ao menos, parcialmente. Leia mais 
      imagem: Orlando/ Arte UOL

      FONTE:  http://estilo.uol.com.br/casa-e-decoracao/listas/parece-genial-mas-nao-funciona-7-solucoes-para-casa-que-causam-problemas.htm

  • BLOQUEIO NA INTERNET, NÃO!

    BLOQUEIO NA INTERNET, NÃO!

    Não deixe as operadoras limitarem o seu acesso, um direito básico à informação, à cultura e à formação da cidadania 

    Imagine a situação: você está assistindo ao último episódio daquela série instigante e, justamente, na cena decisiva, ops, o sinal de conexão cai. O quê? Isso é possível? Sim, isso é possível e pode acontecer não por problemas técnicos na transmissão do sinal. Mas devido às novas práticas que algumas operadoras estão aplicando, restringindo seu acesso aos dados da internet.

    Mas estamos falando exatamente do quê? 

    Em fevereiro, as operadoras Claro, Net, Oi e Telefônica anunciaram que tinham a intenção de não fornecer mais o acesso livre a internet, comercializando pacotes com limites de dados. Ou seja, se quer usar mais a internet, terá que pagar mais, considerando que Youtube, Netflix ou baixar jogos são as ações que mais consomem dados.

    A AÇÃO DO IDEC

    A nova política das operadoras impacta diretamente o dia a dia do consumidor, e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) se sente na obrigação de não só alertar a população, como também tomar medidas práticas na defesa ao consumidor. Portanto, na quinta-feria, dia 14, ingressou com uma Ação Civil Pública contra as operadoras Claro, Net, Oi e Telefônica. A medida é contrária aos novos planos de banda larga fixa oferecidos pelas empresas com limites de dados muito pequenos, a chamada franquia. O Idec entende que essa decisão viola o direito básico da população ao acesso a informação e convoca a população a se manifestar.

    Clique aqui para saber mais sobre a ação do Idec e a conferir a petição.

    IDEC LEVA A QUESTÃO AO CDUST

    Na sexta-feira (29/04), o Idec participa da reunião ordinária do CDUST, onde apresentará argumentos contrários às franquias de dados na internet fixa.

    O CDUST – Comitê de Defesa dos Usuários de Serviços de Telecomunicações da Anatel – é formado por 16 membros efetivos, distribuídos entre representantes da Anatel, representantes convidados de instituições públicas e privadas e representantes de usuários de telecomunicações ou entidades de defesa do consumidor, públicas ou privadas, sem fins lucrativos.

    O comitê tem por objetivo assessorar e subsidiar o Conselho Diretor da Agência em assuntos relacionados à defesa e à proteção dos direitos dos usuários de serviços de telecomunicações.

    Saiba mais sobre o CDUST, clicando aqui.

    FONTE: http://www.idec.org.br/especial/internetlivre?gclid=CjwKEAjwm8-6BRDgnb-Dk96UmRASJADbMycY_JsHt_Y2iF-2zS_EHdfuKscIUOd2W2rF3IhJ1MNRwxoC-djw_wcB

  • 5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

    5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

    O Planeta chega ao Dia Mundial do Meio Ambiente em momento crítico. É preciso agir e agir agora, para minimizar os impactos da sociedade de hoje sobre as futuras gerações.

    Num momento em que a Natureza se apresenta especialmente inquieta, com manifestações causadas ou não pelo Homem – mas que cobram um preço alto em vidas –, tais como furacões furiosos, enchentes devastadoras, deslizamentos letais, invernos glaciais, chegamos ao Dia Mundial do Meio Ambiente chamando não somente à reflexão, mas, principalmente, à ação de todos em defesa da vida.

    Todos temos como contribuir – direta ou indiretamente – para que as sociedades caminhem rumo à sustentabilidade e para que a harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza deixe de ser mera utopia.

    Atitudes individuais e coletivas, como o consumo consciente no dia a dia e a exigência, pela população, do cumprimento das leis por órgãos governamentais em todos os níveis são fundamentais.

    À iniciativa privada cabe não somente investir em conservação do meio ambiente, mas, principalmente, assumir uma postura de responsabilidade socioambiental, trabalhando de dentro para fora, com adequação de suas cadeias produtivas e meios de produção, distribuição etc.

    À sociedade civil organizada, em especial às ONGs socioambientalistas como o próprio WWF-Brasil, cabe conceber e aplicar soluções, realizar campanhas, mobilizar e facilitar o engajamento de indivíduos, governos e iniciativa privada num esforço conjunto para o bem comum das gerações de agora e do futuro.

    E tudo isto tem que ser feito agora.  A Natureza já nos envia seus sinais de alerta.

    Saiba muito mais:

    Ecological Station Juréia-Itatins, visited during a Field Trip in the Atlantic Rainforest, 8-24 ... / ©: WWF-Brazil / Adriano Gambarini

    Estação Ecológica Juréia-Itatins, uma unidade de conservação situada no litoral sul do estado de São Paulo.
    © WWF-Brazil / Adriano Gambarini
    A harmonia entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação da natureza tem que deixar de ser mera utopia. Na foto, a Estação Ecológica Juréia-Itatins, uma unidade de conservação situada no litoral sul do estado de São Paulo.

    CONHEÇA O TRABALHO DO WWF-BRASIL

    A nossa missão é contribuir para que a sociedade brasileira conserve a natureza, harmonizando a atividade humana com a conservação da biodiversidade e com o uso racional dos recursos naturais, para o benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

    Em todo o país, nós executamos dezenas de projetos em parceria com ONGs regionais, universidades e órgãos governamentais, relacionados à Amazônia, ao Pantanal e à Mata Atlântica.

    Também trabalhamos para reduzir o impacto da ação do homem na natureza, com foco em mudanças climáticas e energia,desenvolvimento sustentável, agricultura, água e educação para sociedades sustentáveis.

    FONTE  http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/dia_do_meio_ambiente/

    Foto : http://www.redeabreu.com.br/
  • Entrevista: SUS ‘só para mais pobres’ teria menos qualidade, diz especialista

    Entrevista: SUS ‘só para mais pobres’ teria menos qualidade, diz especialista

    Luiza Bandeira
    Da BBC Brasil, em Londres

    Autor do livro O que é o SUS, o professor da UFBA Jairnilson Paim afirma que o governo interino do PMDB sinaliza que pretende restringir o atendimento no sistema de saúde apenas aos mais pobres — o que, diz, iria piorar a qualidade do serviço.

    “A experiência histórica aponta que um sistema de saúde voltado exclusivamente para os pobres tende a ser um sistema pobre, com financiamento reduzido, uma vez que o poder de vocalização política dos mais pobres é menor que o dos trabalhadores e da classe média”, afirma Paim em entrevista à BBC Brasil.

    Ele também diz que “todos os governos falharam” com o financiamento do SUS e que o maior desafio do sistema é “político”: “ou conseguimos ampliar as bases de sustentação para um sistema de saúde universal, ou cada governo que estiver de plantão vai tirar um pouco do que já conquistamos”.

    Além do livro, Paim também é autor de artigo sobre desafios do sistema publicado em uma edição especial da revista científica Lancet dedicada ao SUS, em 2011.

    Leia abaixo os principais trechos das entrevista:

    BBC Brasil: O ministro da Saúde, assim que assumiu, disse que seria preciso rever o tamanho do SUS e que não vamos conseguir “sustentar o nível de direitos que a Constituição determina”. Depois ele recuou. Afinal, é preciso diminuir o SUS?

    Jairnilson Paim: O ministro expressou a visão de mundo não só dele mas de todos os grandes dirigentes do país ao longo dos últimos anos. Essa visão de que o direito à saúde não cabe no PIB, de que a Constituição de 1988 deve ser relativizada, é uma ideia das classes dominantes no Brasil.

    Para o SUS ser efetivamente universal, público e integral, ele teria que ter base de financiamento que sustentasse isso. Todos os governos posteriores a 1988 não levaram às últimas consequências a garantia da estabilidade financeira do sistema.

    BBC Brasil: Mas então todos os governos falharam?

    Jairnilson Paim: Todos os governos, não faço crítica a esse ou aquele, porque eles todos tiveram a chance de enfrentar a questão do financiamento, especialmente o governo da social-democracia e os próprios governos do PT.

    BBC Brasil: Após a fala do ministro, o PMDB foi criticado na área de saúde. Mas o senhor também critica os governos anteriores. Muda alguma coisa?

    Jairnilson Paim: (O PMDB) representa uma piora, sem dúvida nenhuma. Nós vivemos problemas muito sérios no governo Collor, no governo FHC, mas nenhum desses problemas sérios que tivemos na década de 1990 se iguala a essa situação.

    Mais do que a ideia de diminuir, (o problema é) objetivamente criar um conjunto de medidas que vão inviabilizar um sistema de saúde universal.

    Não estou dizendo que o SUS vai acabar, mas as medidas que esse governo está tomando e ameaçando tomar são no sentido de reduzir o sistema a um atendimento exclusivamente voltado para os mais pobres da sociedade.

    BBC Brasil: Mas por que um SUS para os mais pobres é um problema? Muita gente diz que seria mais justo que quem tem dinheiro pague.

    Jairnilson Paim: Primeiro porque seria desrespeitar a Constituição de 1988, que estabelece que saúde é direito de todos e dever do Estado. Portanto o SUS deve ser um sistema universal.

    Segundo, porque o sistema de proteção social vinculado ao modelo de seguridade social é assentado no princípio da solidariedade social que possibilitou, mesmo sob o capitalismo, o reconhecimento dos direitos sociais inerentes à cidadania, independentemente de classe social, renda, raça, etnia, gênero e credo político.

    Terceiro, porque a justiça redistributiva deve ser viabilizada pelo Estado e não por critério de mercado, relativo ao poder de consumo.

    Por último, a experiência histórica aponta que um sistema de saúde voltado exclusivamente para os pobres tende a ser um sistema pobre, com financiamento reduzido, uma vez que o poder de vocalização política dos mais pobres é menor que o dos trabalhadores e da classe média, mais capazes de se mobilizarem, formarem opinião e pressionarem politicamente as instituições do sistema de saúde.

    BBC Brasil: Hoje as pessoas que têm plano de saúde também usam o SUS?

    Jairnilson Paim: Vacinação é feita pelo SUS, se você tem um acidente na rua e vem uma ambulância do SAMU, isso é SUS. Mais ainda, as pessoas que têm plano utilizam o SUS de forma discutível. Quando implica em grandes gastos, como cirurgia cardíaca, tratamento de câncer, um medicamento excepcional de alto custo, os planos de saúde criam tanta dificuldades que as pessoas terminam sendo atendidas pelo SUS.

    BBC Brasil: Qual é o maior desafio do SUS hoje?

    Jairnilson Paim: Reitero o que já havia dito: é político, ideológico e agora comprometido com a questão partidária que está muito aguçada. Por quê?

    Fazendo uma comparação com sua origem, o NHS (serviço de saúde britânico que inspirou o SUS), da Inglaterra, não tivemos aqui no Brasil uma coalizão muito forte para sustentar político-partidariamente o sistema de saúde. Na Inglaterra, o Partido Trabalhista efetivamente garantiu a criação do NHS.

    Aqui foi muito mais um movimento social, da reforma sanitária, um grupo muito heterogêneo que consegue mobilizar corações e mentes, mas na hora efetiva de grandes decisões não é potente o suficiente para garantir um projeto dessa natureza.

    Ou conseguimos aqui no Brasil ampliar as bases de sustentação para um sistema de saúde universal, ou cada governo que estiver de plantão vai tirar um pouco do que já conquistamos.

    BBC Brasil: O senhor menciona o sistema britânico, mas o Reino Unido é um país bem menor e com uma economia muito mais desenvolvida. Não seria utópico pensar em ter um sistema inteiramente público em um país como o Brasil?

    Jairnilson Paim: O exemplo do NHS foi mencionado como ilustração do orgulho do cidadão inglês por uma conquista social, não como modelo a ser seguido, necessariamente, pelo Brasil.

    Em termos proporcionais o percentual do PIB destinado à saúde no Reino Unido e no Brasil são muito próximos, o que faz a diferença é o gasto per capita.

    Além disso, as formas criativas e inovadoras desenvolvidas em modelos de atenção e de organização de serviços de saúde no âmbito do SUS sugerem possibilidades concretas de medidas racionalizadoras que contribuem para a eficiência, efetividade e integralidade.

    A opção de priorizar o mercado de planos de saúde privados defendida por economistas do governo e por políticos cujas campanhas foram financiadas por empresas operadoras desse mercado é mais ideológica do que baseada numa análise econômica séria e cientificamente fundamentada.

    BBC Brasil: Mas vou voltar à questão inicial: se falta dinheiro, é preciso diminuir o SUS?

    Jairnilson Paim: Não. O sistema faz muito milagre, porque com os recursos que ele tem consegue produzir mais de 3,5 bilhões de atendimentos por ano, mais ou menos um milhão de internações por mês, ser responsável pela assistência primária para mais de 60% da população através do Saúde da Família, ser responsável pelo pagamento de 90%, 95% das cirurgias do coração, tratamento oncológico, ou ainda dos transplantes.

    É um sistema que, com todos os problemas que tem, inclusive financiamento, consegue produzir serviços de uma forma incalculável. Muito brasileiro não tem noção do que o SUS efetivamente tem feito nesses últimos anos.

    O que precisamos é de mais recursos para fazer mais e melhor, porque ainda tem problemas como questão de fila, qualidade da atenção, descontinuidade da administração por questões políticas e partidárias e problemas de acolhimento e respeito a pessoas que procuram sobretudo as áreas de urgência e emergência.

    Numa situação de recessão, há um olhar muito dirigido dos que comandam a Fazenda, Planejamento, em cima da saúde, porque, do ponto de vista absoluto, eles veem que é um setor que tem muito dinheiro, mas não é um dinheiro compatível com o que estabeleceu a Constituição e a lei.

    BBC Brasil: Mas estamos falando de financiamento em momento de crise. Se temos que dar mais dinheiro, da onde ele pode vir?

    Jairnilson Paim: Não sou economista, mas se você observar um gráfico sob a forma de pizza, anualmente quase a metade da pizza é usada para pagamento das amortizações e dos juros da dívida pública.

    Entre 42% e 45% de tudo que o governo federal arrecada e gasta não é para saúde, previdência, educação, é para pagamento dos juros, dos bancos.

    O governo que paga os juros é o mesmo governo que eleva a taxa de juros como única medida conhecida pelos economistas neoliberais como capaz de conter a inflação. Então é uma situação paradoxal. Enquanto não se tiver discussão muito clara da dívida pública brasileira, de quem se beneficia e quem perde com ela, não é possível tirar mais dinheiro das áreas sociais, inclusive da saúde.

    BBC Brasil: O que existia antes do SUS?

    Jairnilson Paim: Há 40 anos, apenas no âmbito do governo federal existiam 71 órgãos que tinham alguma responsabilidade com saúde. Como administrar esse sistema? Se tornava praticamente impossível.

    Existiam planos de saúde mas de maneira limitada, para algumas empresas de ponta.

    E o resto da população? Boa parte não era atendida, só em situação de urgência e emergência, e a população da área rural só podia ser atendida nos locais em que havia Santa Casa de Misericórdia.

    O direito à saúde não existia, só existia direito à assistência médica para aquelas pessoas que tinham vínculo formal com o mercado de trabalho.

    Num país em que a economia implica muitos empregos informais, vendedores ambulantes, pessoas que trabalham com construção civil, empregadas domésticas, para uma pessoa que não tinha vínculo com Inamps, Inps, com a Previdência Social, era muito difícil.

    FONTE:  http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2016/06/02/sus-so-para-mais-pobres-teria-menos-qualidade-diz-especialista.htm

  • Semiárido cearense tem escolas públicas com nível de países ricos

    Semiárido cearense tem escolas públicas com nível de países ricos

    Os alunos da escola Massilon Sabóia moram em assentamentos ou em pequenos vilarejos do semiárido cearense. É no colégio que muitos fazem as principais refeições, devido à baixa renda familiar. É também ali que eles conseguem resultados que chamam a atenção do meio educacional do país ao ultrapassarem o nível de aprendizagem de nações ricas.

    A escola faz parte da rede municipal de Sobral, cidade de 200 mil habitantes, a 230 km de Fortaleza. Seus 31 colégios com resultados divulgados na última avaliação do governo federal, o Ideb, tiveram notas entre 6,9 e 9 na primeira etapa do ensino fundamental, em escala de 0 a 10.

    Nessa métrica, a média dos países desenvolvidos estaria em 6, algo equivalente à educação no Reino Unido. A Massilon Sabóia, a mais distante do centro de Sobral, teve 8. A avaliação considera notas em português e matemática e taxa de estudantes aprovados.

    Em outra avaliação, divulgada neste mês, o município apareceu como o melhor do país em oportunidade de educação, que considera resultados das provas, percentual de estudantes matriculados e condições das redes (como escolaridade dos professores e experiência dos diretores).

    AS AÇÕES

    Para se chegar a esses resultados, o município implementou política calcada em definição clara do que deve ser ensinado dia a dia, bonificação por resultado e autonomia a diretores (escolhidos em concursos abertos, até para quem é de fora do Estado).

    As escolas são bem conservadas, mas sem luxo. A base das aulas é o tradicional lousas-carteiras-apostilas-livros.

    “Nossa preocupação é com o arroz com feijão bem feito, sem pedagogês que não dá resultado”, afirma o prefeito da cidade, Veveu Arruda (PT).

    Os estudantes passam por uma bateria de avaliações. Além das provas aplicadas pelos próprios colégios, que são no mínimo mensais, são feitas semestralmente avaliações do município, com equipes de fora do colégio. Também há os exames dos governos estadual e federal.

    O sistema visa, de um lado, indicar os alunos que estão com dificuldades. Estes passam a frequentar atividades fora do horário normal de aula, até entrarem no ritmo.

    De outro lado, os resultados norteiam a remuneração extra que professores e diretores podem receber. No caso dos docentes o valor chega a R$ 500 mensais (o salário-base da categoria é de R$ 2.000; a população ganha em média perto de R$ 1.300 mensais). Também há prêmios pagos uma vez ao ano.

    “A gratificação por desempenho é o que alimenta a vontade de continuar melhorando”, afirma o diretor Osmarino Portela Ribeiro, da escola Elpídio Ribeiro da Silva, que teve o melhor desempenho do município (nota 9).

    No colégio, os estudantes do 5º ano do fundamental já chegaram ao desempenho esperado para os do 9º ano em português e matemática.

    Outra política da rede elogiado por Ribeiro é a de deixar aos diretores a prerrogativa de montar o quadro de professores. Ao fim de cada ano, eles podem retirar os que não estão rendendo (na rede pública em São Paulo, são os docentes que escolhem onde querem lecionar). “É bom, dá pressão”, diz o diretor.

    A Folha conversou com pais que colocaram o filho no colégio depois de passarem por escolas particulares de Fortaleza e de São Paulo.

    “Aqui ela se desenvolve melhor”, afirma o comerciante Francisco da Costa, 44, que morava na capital cearense e se mudou em 2013.

    Mesma opinião tem a podóloga Ana Lúcia Pitanga, 44, cujo filho de sete anos tem autismo leve. “Ele só se alfabetizou aqui.” Eles chegaram da capital paulista neste ano.

    CONTRAPONTO

    Se por um lado essa política educacional —iniciada na gestão do então prefeito Cid Gomes (1997-2005)— apresenta bons resultados em avaliações, por outro desperta debate acadêmico.

    Um dos céticos é o diretor da Faculdade de Educação da Unicamp, Luiz Carlos de Freitas. “São políticas de voo de galinha. Focam no índice a ser obtido e constrangem as escolas a caminharem nesta direção. Estreitam o currículo em função do índice das disciplinas medidas”, afirma.

    Boa parte do material pedagógico utilizado em Sobral tem como base a Prova Brasil, que compõe o Ideb. “É claro que se você ‘ensinar para a prova’, a nota vai subir. Educar, no entanto, é diferente de treinar”, completa.

    Já Ilona Becskeházy, que estuda o caso de Sobral em seu doutorado na USP, diz que o município faz um “trabalho árduo”, que poderia ser estendido a outras redes.

    Como empecilho para a disseminação, ela aponta a lógica da “compensação política”. Mesmo Sobral sofria do problema, antes da reforma. “Havia diretora analfabeta, que assinava com o dedo. Estava ali porque era cabo eleitoral”, diz o prefeito.

    RECURSOS

    Para atingir todos os objetivos, a prefeitura gasta 30% do seu Orçamento com educação, pouco acima do exigido pela Constituição (25%). Recursos adicionais vêm de parcerias com fundações e governos estadual e federal.

    Parte do material pedagógico é feito pela rede, parte por empresa terceirizada. Em comum há a determinação do que deve ser ensinado a todos, diariamente.

    No caso da professora Daniele Mesquita, 23, da escola Massilon Sabóia, a missão na manhã do último dia 6 era aprimorar coesão, coerência e concisão nos textos dos estudantes do 5º ano.

    “Corremos, mas conseguimos”, disse, ao fim das quatro horas de aula.

    –

    • SOBRAL

    População: 201.756

    Nota no Ideb (2013):
    > Rede estadual: não tem
    > Rede municipal: 7,8 (4ª série/5º ano); 5,8 (8ª série/ 9º ano)

    Orçamento (2015): R$ 574 milhões
    > % para educação: 30%

    Atividade econômica: Indústria e comércio

    FÁBIO TAKAHASHI
    ENVIADO ESPECIAL A SOBRAL (CE)

    Retirado do Site da Folha : http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/11/1704915-semiarido-cearense-tem-escolas-publicas-com-nivel-de-paises-ricos.shtml

  • Comércio de Papéis especiais e Tintas para impressão

    Comércio de Papéis especiais e Tintas para impressão

    Empresa Coatfilm Indústria e Comércio de Papéis Ltda, Comercialização de Papéis Especiais e Tintas para Impressão, Importação e Exportação, CNPJ 06.284.570/0001-37, estabelecida no Rio de Janeiro/RJ, na Rua Almirante Baltazar nº 218/315, CEP – 20.941-150, está ampliando seu quadro comercial e gostaria de estendê-lo para todo o Estado de Sergipe, oferendo oportunidade de representação comercial para os profissionais que atuam nessa área em todo o Estado.

    Contatos:

    Ariane Luna:  Tels.:  (21)  2585-6900, (21)  2278-9326,  (21)  3226-0429 e (21)  97604-6769  e

    Flávio Bertoldo:  (21) 2585-6900,  (21) 96502-6564-Tim/Whatsaap,  Skype: flavio.bertoldo

    www.sistem.com.br

  • 6º Congresso Brasileiro de Representantes Comerciais

    6º Congresso Brasileiro de Representantes Comerciais

    O EVENTO

    http://www.originalpropagandaeeventos.com.br/cbrc/

    7ff43fa4-2e14-4239-a9b7-3aadc180eb01O CBRC – Congresso Brasileiro de Representantes Comercias, já se consolidou como o maior evento do segmento de Representantes Comerciais no Brasil. Na sua sexta edição que será realizada em Aracaju – Sergipe que terá como tema Desafio – Integração – Inovação, será ainda mais especial, uma vez que também celebraremos os 50 anos do CORE-SERGIPE – Conselho Regional dos Representantes Comerciais em Sergipe e os 50 anos da aprovação da Lei nº 4886 da Representação Comercial, comemorando de forma marcante este importantíssimo evento.

    Será um grande encontro com ocasiões distintas, pois teremos momentos de integração, de alegria, de motivação e também de aprendizados técnicos e de novas oportunidades.

    As palestras abordarão novos temas e tendências do mercado, elevando a capacidade e rentabilidade de todos os participantes.

    Principal evento do ano no calendário do segmento de Representantes Comerciais, o CBRC é sinônimo de SUCESSO. Portanto, não dá para ficar de fora! Reserve sua agenda no período de 08 a 10 de setembro de 2016.

    Apenas alguns dias nos separam do mês de setembro, e quando o momento chegar, queremos encontrá-lo no 6º CBRC.

    Basta se inscrever para garantir o seu e o nosso sucesso no Encontro. O CORE-SE e o SIRECOM-SE abrem suas portas, empreendendo todo o nosso carinho na recepção dos nossos participantes.

    http://www.originalpropagandaeeventos.com.br/cbrc/evento.php

     

  • Aviso de Feriado

    Aviso de Feriado

    ATENÇÃO ! SRS. REPRESENTANTES COMERCIAIS DEVIDO AO FERIADO DE CORPUS CHRISTI, NÃO HAVERÁ EXPEDIENTE NOS DIAS 26 E 27 DE MAIO. RETORNAREMOS AS ATIVIDADES NORMAIS NO DIA 30/05/2016.

  • Oportunidade Representação

    Oportunidade Representação

    Empresa produtora de Geradores de Ozônio para higienização de ambientes, eliminação de odores, combate a fungos, bactérias, mofo, aplicação em quartos de hotéis, hospitais, áreas de estocagem de alimentos, carros de fumantes, salas de reunião, vestiários de academias e outros.
    Procuramos representantes com PELO MENOS 3 anos de atuação no mercado, para Região Metropolitana de Cuiabá e Interior do Estado.

    Contato: André Ganzelevitch Tel. (11) 3263-1000 / Cel.: (11) 9.7205-5500
    E-mail: ganza1952@live.com

  • 6,5 mil crianças em abrigos para adoção

    6,5 mil crianças em abrigos para adoção

    Por que 36 mil pais não conseguem adotar 6,5 mil crianças em abrigos

    Em um colégio da zona sul do Rio, a professora de ciências conversava com a turma sobre peixinhos, reprodução e filhotes quando, de repente, Maria Clara levantou o braço e, do alto de seus quatro anos, rebateu a explicação: “Tia, isso não é verdade! Não nasci da barriga da minha mãe. Nasci do coração dela”. Na mesma hora, sua melhor amiga engrossou o coro: “Eu também, professora!”.

    Pronto! A docente teve de explicar à turma por que algumas crianças nascem da barriga e outras do coração de suas mamães, ou seja, foram adotadas.

    “Ainda hoje, não consigo me esquecer do dia em que recebi a certidão de nascimento da Clarinha, com nosso nome e sobrenome”, derrama-se a bailarina Isabella Augusta, 41.

    Existem hoje no Brasil 36,5 mil crianças vivendo em instituições de acolhimento à espera de uma família para chamar de sua. Dessas, apenas 6.567 estão aptas a serem adotadas.

    As demais estão fora da lista porque mantêm vínculo com a família biológica ou porque o processo de destituição do poder familiar, indispensável para a consumação da adoção, ainda tramita na Justiça.

    “Por lei, essa destituição deveria durar, no máximo, 120 dias, mas, na prática, leva até cinco anos. Enquanto se perde um tempo precioso à procura de parentes biológicos sem vínculo afetivo, a criança envelhece nos abrigos”, afirma a advogada Silvana do Monte Moreira, presidente da Comissão de Adoção do Instituto Brasileiro de Direito de Família.

    A morosidade é tanta que motivou o advogado Eurivaldo Bezerra a chamar a atenção da sociedade para a gravidade do problema no livro “Filhos”. Em parceria com o fotógrafo Luiz Garrido, ele reuniu os relatos de 40 pais adotivos, como o ator Marcello Antony, a cantora Elba Ramalho e a atriz Drica Moraes, entre outros.

    Arquivo pessoal
    Perfil de criança idealizado por casais impede que a maioria das que estão habilitadas sejam adotadas no Brasilimagem: Arquivo pessoal

    “Até hoje, não entendo por que a certidão de nascimento dos meus gêmeos levou cinco anos para sair”, diz Bezerra, pai de três filhos: Francisco e Miguel, de nove anos, e Maria Vitória, de sete. “Por que tanta demora?”

    Atrasos

    Se o número de crianças inscritas no CNA (Cadastro Nacional de Adoção) é 6.567, o de famílias habilitadas para adotá-las é quase seis vezes maior, 35.571. Mas se para cada criança na fila de adoção há seis adotantes, por que elas ainda estão na fila?

    Por duas razões. A primeira diz respeito ao perfil de criança idealizado pela maioria dos pretendentes. Enquanto 84% dos pais estão em busca de filhos até cinco anos, 81% das crianças têm entre seis e 17.

    “Quanto mais o pretendente restringe o perfil da criança, mais tempo vai levar na fila de espera”, afirma o advogado Antônio Carlos Berlini, presidente da Comissão Especial de Adoção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo.

    A segunda razão está relacionada à falta de estrutura do poder público. Em muitas varas da infância, não há juízes, psicólogos e assistentes sociais em número suficiente para suprir a demanda.

    “A legislação prevê revisão da situação da criança de seis em seis meses. Muitas delas, no entanto, ainda não foram destituídas por falta de pessoal para emitir o laudo”, declara a psicóloga Suzana Schettini, presidente da  Angaad (Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção).

    O cenário parece desencorajador, mas, nos últimos cinco anos, houve avanços significativos. Por exemplo: 30% dos futuros pais já aceitam adotar irmãos.

    Arquivo pessoal
    “Não consigo mais imaginar minha vida sem a Maria Vitória”, diz jornalista que optou pela adoção após tratamentos para engravidar fracassadosimagem: Arquivo pessoal

    Em 2011, apenas 17% eram favoráveis a levar mais de uma criança para casa. Há cinco anos, 38% só aceitavam filhos brancos. Hoje, são 22,6%.

    Um belo exemplo de adoção de grupos de irmãos vem de Bento Gonçalves (RS). Quando deram entrada na papelada da adoção, em 2012, o médico Jaime Arrarte e a professora Fabiana Bianchi, ambos de 47 anos, cogitavam adotar uma criança de até dois anos. Mas, depois de frequentar as reuniões do grupo DNA da Alma, mudaram de ideia.

    “Adotar quatro irmãos não é fácil. Mas o laço afetivo entre eles era muito forte”, fala o pai de Carlos, Vitória, Laila e Luís Gabriel, de 13, nove, quatro e dois anos.

    Dúvidas

    O DNA da Alma, que tem sede em Farroupilha (RS), município a 110 km de Porto Alegre, é um dos 150 grupos de apoio à adoção que existem no Brasil. O Rio Grande do Sul, aliás, é o Estado recordista em adoções. Só no primeiro semestre de 2015, registrou 148 das 625 adoções realizadas no país. “Respeitamos os prazos estipulados em lei e damos prioridade absoluta à criança”, afirma a psicóloga Rejane Comin, do DNA da Alma.

    São esses grupos que, na maioria das vezes, esclarecem as dúvidas dos futuros pais. “Devo contar à criança que ela é adotada?” e “Casal homoafetivo também pode adotar?” são duas das mais recorrentes. Em ambos os casos, a resposta é sim.

    Sim, a criança adotiva tem o direito de saber sobre sua origem. “Converso com o Gabriel sobre adoção desde o dia em que ele chegou na minha vida, há sete anos”, conta a apresentadora Astrid Fontenelle, 55. “Hoje, respondo o que ele pergunta e ele já não questiona quase nada. Sabe que é meu filho do coração e isso basta.”

    Arquivo pessoal
    Crianças adotivas têm o direito de saber sua origem, segundo associações que esclarecem dúvidas sobre adoção em todo o Brasilimagem: Arquivo pessoal

    E, sim, a legislação garante a casais homoafetivos os mesmos direitos e deveres concedidos a heterossexuais. “Não sofri qualquer tipo de preconceito ou discriminação”, afirma a jornalista Adriana Castelo Branco, 50.

    Mãe de Maria Vitória, três anos, ela resolveu partir para a adoção depois de se submeter, sem sucesso, a duas fertilizações in vitro e a quatro inseminações artificiais. “Não existe nada mais prazeroso do que chegar em casa, ganhar um abraço apertado e ouvir: ‘Mamãe, te amo!’”, derrete-se. “Não consigo mais imaginar minha vida sem a Maria Vitória.”

    O presidente da ABRAFH (Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas) , Rogério Koscheck, 53, afirma que, volta e meia, a entidade recebe denúncias de pessoas LGBTI ou de casais homoafetivos que se sentiram discriminados em sua habilitação ou até durante o processo de adoção. “Um juiz do interior de São Paulo chegou a dizer que ‘jamais daria uma criança a dois machos’”, relata.

    No começo deste ano, Rogério, que trabalha como auditor fiscal da Receita, e seu companheiro, o contador Weykman Padinho, 39, adotaram quatro irmãos: Juliana, Maria Vitória, Luiz Fernando e Anna Cláudia, de 13, quatro, três e dois anos, respectivamente. Dois deles têm HIV.

    “Não quero ter mais direitos do que ninguém; só quero os meus direitos. Eles são meus e têm de ser respeitados”, afirma.

    André Bernardo do Rio de Janeiro para a BBC Brasil

    FONTE: http://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/bbc/2016/05/10/por-que-36-mil-pais-nao-conseguem-adotar-65-mil-criancas-em-abrigos.htm

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  • Oportunidade para Representante Comercial

    Oportunidade para Representante Comercial

    Oportunidade para representante comercial com  registro no CORE para todo o estado do SE.

    Perfil:

    – Representante com registro no CORE/SE faixa etária dos 25 a 35 anos, veículo em bom estado e poderá possuir até 2 pastas de vendas paralelas.

    Proativo, organizado e ambicioso.

    Vivência no atendimento aos canais B2B Restaurantes, Bares, Hoteis, Motéis, Empresas de Eventos, Buffet, Cozinhas Corporativas e diversos outros canais.

    Oferecemos:

    – Exclusividade

    – Ótima comissão e suporte de retaguarda

    – Produto de excelente qualidade e aceitação

    – Carteira ativa e prospecções

    – Política comercial atrativa

    Enviar C.V. atualizado para corporativo1@copaecia.com.br  a/c. Roberto

    Roberto Carlos Barth

    Comercial Corporativo