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Aquífero Guarani
O aquífero guarani ou sistema aquífero guarani (SAG) representa a segunda maior fonte de água doce subterrânea do planeta e ocupa uma área de 1,2 milhões de Km2.
Fica atrás somente do Aquífero Alter do Chão, na região norte do país. Recebe esse nome pois está associado com a região que viviam parte dos índios guaranis.
Com uma profundidade aproximada de 1500 metros, este grande reservatório de água subterrânea (volume aproximado de 45 mil km3) está localizado no sul da América do Sul abrangendo os países: Brasil, Argentina (225.500 km2), Paraguai (71.700 Km2) e Uruguai (58.500 Km2).

Cerca de 2/3 da área do aquífero guarani está localizada na região centro-sudoeste do Brasil com um total de 839.800 Km2. No país, ele abrange oito estados, a saber:
- Goiás (55.000 Km2)
- Mato Grosso (26.400 Km2)
- Mato Grosso do Sul (213.200 Km2)
- Minas Gerais (51.300 Km2)
- São Paulo (155 800 km2)
- Paraná (131.300 Km2)
- Santa Catarina (49.200 Km2)
- Rio Grande do Sul (157.600 Km2)
Formação
O aquífero guarani, constituído de sedimentos arenosos (arenito) e lavas de basalto, foi formado na Era Mesozoica (241 milhões a 65 milhões de anos atrás).
Sua formação geológica, com rochas porosas e impermeáveis, contribuiu para a absorção e armazenamento de captação de água da chuva.
Importância
Os aquíferos possuem grande importância ambiental, pois eles mantêm o equilíbrio entre a quantidade de água subterrânea e superficial do planeta.
O aquífero guarani possui grande importância econômica e social, uma vez que abastece a região em que está inserido colaborando assim com seu desenvolvimento. O território em que está localizado abrange uma população aproximada de 15 milhões de habitantes.
Problemas Ambientais
A poluição do local tem sido um dos maiores problemas enfrentados e discutidos pelos ambientalistas. Com a expansão da urbanização e da industrialização nas áreas do aquífero, a contaminação do solo tem afetado a qualidade da água.
Estudos recentes apontam para a importância de sua preservação, como no “Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani” (2003-2009) criado em parceria com os países em que o aquífero está presente.Com a união e cooperação dos quatro países, esse projeto visa melhorar a gestão dos recursos hídricos bem como implementar ações de proteção ambiental nas áreas do aquífero.
O tema de preservação continua em pauta, de forma que em 2010 os quatro países firmaram um acordo para ampliar a cooperação dos interesses em comum.
Aquíferos Brasileiros
Além do Aquífero Guarani no Brasil existem cerca de 25 aquíferos, dos quais se destacam:
- Aquífero Alter do Chão
- Aquífero Bauru
- Aquífero Botucatu
- Aquífero Serra Geral
- Aquífero Cabeças
- Aquífero Urucuia-Areado
- Aquífero Furnas
- Aquífero Karst
- Aquífero Hamza
- Aquífero Itapecuru
FONTE: https://www.todamateria.com.br/aquifero-guarani/ -

Financiamento coletivo é novidade nas eleições gerais deste ano
Pré-candidatos poderão contratar empresas de financiamento coletivo a partir de 15 de maio.
Uma das novidades nas eleições deste ano é a possibilidade de candidatos utilizarem o financiamento coletivo para arrecadação de recursos para a campanha. O modelo foi aprovado pelo Congresso Nacional na última reforma eleitoral (Lei nº 13.487/2017) e surgiu como uma nova modalidade para arrecadação de recursos.
Com as alterações na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), somente pessoas físicas podem fazer doações eleitorais até o limite de 10% dos seus rendimentos brutos verificados no ano anterior à eleição.
As empresas de financiamento coletivo poderão ser contratadas por pré-candidatos para começar a arrecadar recursos a partir do dia 15 de maio, mas os pré-candidatos beneficiados só receberão os recursos para suas campanhas após a apresentação de seus registros de candidatura à Justiça Eleitoral. Caso isso não aconteça, os recursos arrecadados devem ser devolvidos aos respectivos doadores.
Antes de arrecadar, porém, essas empresas precisam se cadastrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio de um formulário eletrônico que estará disponível a partir do dia 30 de abril. Já existe, no entanto, um espaço no Portal do TSE com orientações e requisitos que devem ser atendidos. Acesse o conteúdo para tirar dúvidas e veja as perguntas frequentes relacionadas ao tema.
Todas as regras estão previstas também na Resolução TSE nº 23.553/2018, disponível na página do Tribunal.
Uma das exigências é que, durante a fase de arrecadação, as instituições divulguem a lista de todos os doadores e quantias doadas em suas páginas na internet. A Resolução TSE nº 23.553/2018 determina ainda que, iniciada a campanha em 15 de agosto, as entidades arrecadadoras encaminhem essas informações à Justiça Eleitoral, bem como aos candidatos, para inserção das informações em suas respectivas prestações de contas. Para tanto, o TSE elaborou um leiaute padrão para o intercâmbio destas informações.
Outras formas de financiamento
Além da arrecadação por financiamento coletivo, o texto da lei autoriza que partidos vendam bens e serviços e promovam eventos para arrecadar recursos para as campanhas eleitorais.Também será permitido ao candidato o autofinanciamento integral de sua campanha até o limite de gastos para o cargo eletivo. Pela primeira vez, o Congresso Nacional estabeleceu um teto de gastos para cada cargo, conforme os dados a seguir:
– Presidente da República – teto de R$ 70 milhões em despesas de campanha. Em caso de segundo turno, o limite será de R$ 35 milhões.
– Governador – o limite de gastos vai variar de R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões e será fixado de acordo com o número de eleitores de cada estado.
– Senador – o limite vai variar de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões e será fixado conforme o eleitorado de cada estado.
– Deputado Federal – teto de R$ 2,5 milhões;
– Deputado Estadual ou Deputado Distrital – limite de gastos de R$ 1 milhão.FONTE: Tribunal Superior Eleitoral -

Greve dos Correios tem baixa adesão
Mercado
O primeiro dia de greve dos funcionários dos Correios, ontem, foi de baixa adesão. Segundo a empresa, 87,15% dos funcionários em todo o País trabalharam, o correspondente a 92.212 empregados. O dado foi coletado pela manhã, com base no sistema eletrônico de ponto da estatal.
Os Correios informaram que a greve foi concentrada na área de distribuição e todas as agências funcionaram, mesmo nas regiões que aderiram ao movimento. Já o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios (Fentect), José Rivaldo da Silva, estima adesão de 25% dos funcionários.
“Diante da gravidade do problema da empresa, achamos a adesão baixa.”, admitiu Silva. Segundo ele, a Fentect, que representa 80 mil de 108 mil empregados da estatal, trabalha para aumentar a adesão à greve.
No entanto, de acordo com os Correios, depois da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que autorizou a cobrança de mensalidade de funcionários e dependentes no plano de saúde, oito de 32 sindicatos que aderiram à paralisação de ontem decidiram retornar às atividades hoje. Quatro sindicatos não haviam aderido à paralisação. Os demais
decidem hoje se continuam em greve.O TST determinou que o valor cobrado de mensalidade dependerá da renda do trabalhador. O tribunal também alterou as regras de coparticipação – parte do valor de consultas e procedimentos que o funcionário divide com a empresa em consultas e exames. Não poderá haver cobrança em internações.
O tamanho da coparticipação depende da faixa de salário do funcionário. Entretanto, o desconto mensal não poderá passar de 5% do salário. Um funcionário que ganha R$ 2.500, por exemplo, pagará 2,5% do plano de saúde, ou R$ 62,50 por mês. Os filhos e cônjuges desse funcionário também pagarão porcentuais sobre essa mensalidade de R$ 62,50, de 35% e 60%, respectivamente. Quem ganha acima de R$ 20 mil, pagará 4,4% da mensalidade.
A estatal alega que os custos do plano de saúde representam 10% do faturamento, uma despesa de R$ 1,8 bilhão ao ano, incluindo o custeio do benefício a empregados, dependentes, cônjuges, pais e mães dos titulares.O Estado apurou que a estatal deve fechar 2017 com prejuízo entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,4 bilhões. O balanço financeiro ainda não foi divulgado mas, confirmado esses números, será o quinto ano seguido de resultados negativos. Para tentar reverter a crise, além de propor alterações no plano de saúde, a estatal fez plano de demissão dos funcionários (PDV) e fechou agências.
A Fentect afirma que a greve também serve para protestar contra alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, a terceirização na área de tratamento, a privatização da empresa, extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa, entre outros pontos.
AlternativasEmpresas de e-commerce e as de varejo, que contam com a opção de compra online buscam alternativas para não atrasar a entrega dos produtos. A Netshoes, por exemplo, realocou a expedição dos produtos para outros parceiros logísticos e notificou os clientes sobre possível aumento do prazo de entrega.
A companhia ressaltou que tem trabalhado para reforçar seus parceiros logísticos para reduzir ao máximo este vínculo com os Correios, que tem participação de até 20% do total de remessas das lojas virtuais.
Sem sofrer o impacto da greve, a operação de e-commerce da Via Varejo (responsável pelas marcas Casas Bahia, Pontofrio, Extra e Barateiro) informou que conta com 150 transportadoras terceirizadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. -

Você delega ou “delarga”? Veja como aprimorar uma habilidade fundamental para a sua liderança
Empreendedorismo
Muitos líderes confundem delegar com transferir responsabilidades ou passar uma tarefa de forma rápida, o que pode ser nocivo para o negócio como um todo. Por isso, separei algumas dicas que considero essenciais para aperfeiçoar esse processo.
Delegar passando algo para alguém de qualquer jeito é fácil, mas delegar com eficácia não é algo tão fácil assim. Na minha visão, trata-se de uma das habilidades mais complexas a serem desenvolvidas em um líder, porém uma das mais essenciais e fundamentais para o crescimento das pessoas e da organização.
No meu entendimento, a habilidade em si não é tão difícil de ser aprendida. Agora, o que está por trás, aquilo que sabota de forma inconsciente, isso sim, é algo que requer sua atenção total, empreendedor. E é disso que quero falar neste espaço.
Vejo a delegação como o seguinte processo: “O de passar algo a ser feito para alguém, em forma de desafio, para que essa pessoa se desenvolva e cresça com isso, compartilhando com ela a responsabilidade pelo resultado do que é feito”. Isto é importante lembrar, porque muita gente acaba confundindo, acreditando que delegar é passar a responsabilidade, e isso pode levar à armadilha de delargar, tipo, eu passo a responsabilidade e depois eu cobro. Ora, quando transferimos uma tarefa para um colaborador, não deixamos de ser responsáveis por ela.
Contratar já é delegar
Entendo a atividade de delegar também, como uma das primeiras e mais importantes habilidades que devem ser desenvolvidas por qualquer empreendedor. Porque na medida em que o negócio cresce e que você começa a contratar as pessoas, você está delegando algo, você já está transferindo um conjunto de atribuições — compartilhando a responsabilidade com essa pessoa para o novo cargo, a nova função.
Por exemplo, quando contrata uma pessoa para o departamento financeiro: você delega uma série de atividades da área, mas a responsabilidade pelo todo continua sendo sua.
E para que o ato de delegar ocorra da melhor forma possível, acredito que quatro passos fundamentais devam ser respeitados:
1 – É preciso ter clareza do que se vai pedir, da tarefa a ser delegada; Este ponto muitas vezes deixa margens a dúvidas, pois sem clareza do que deseja, quando a pessoa retornar com a atividade realizada, pode ser que não atenda o que era necessário, e você pode dizer: “Não era bem isso que eu queria ou estava pensando.”
2 – É preciso saber exatamente quem poderá executar essa tarefa; saber qual a pessoa certa para aquele job; nesse caso, se cairmos na armadilha de escolher quem está mais disponível, em vez de quem está mais preparado para atividade, corremos o risco de desmotivar a pessoa e nos frustramos com o resultado.
3 – Deixar claro quais são os recursos e os limites para essa pessoa. Retomando o exemplo da área financeira: o colaborador precisa saber até onde pode ir. Até onde pode atuar, dentro de limitações ou regras. Como exemplo, seguir os valores da empresa, as leis, ter um orçamento definido, o tamanho do time que a pessoa terá à disposição, etc.
Deixar tudo isso claro é fundamental para que o seu processo de delegação tenha margens menores para erro. E um ponto que destaco aqui, como quarto passo, são os encontros periódicos com seus “delegados” para o follow-up, para se fazer um alinhamento. De quanto em quanto tempo vocês vão se encontrar para azeitar as atividades e para que você tome pulso do andamento?
QUANDO NÃO CUMPRIMOS QUALQUER UM DESSES PASSOS, A NOSSA DELEGAÇÃO CORRE O RISCO DE NÃO SER TÃO EFICAZ.
Delegou? Então deixe seus colaboradores trabalharem
Então, cumpridas essas etapas, de ter clareza do que, saber quem e quais os limites, vem outro aspecto fundamental da delegação: dar autonomia, para somente alinhar alguns pontos nas reuniões de follow-up. É super importante deixar que seu time se sinta à vontade para tocar o trabalho, para que possam usar todo o seu potencial. Uma grande dica é delegar o QUE precisa ser feito e deixar o COMO deve ser feito com a pessoa, dando liberdade para ela usar os recursos que ela tem disponível dentro dos limites pré-estabelecidos.
AGORA, ISSO DEPENDE DE UM PONTO DELICADO: A CONFIANÇA. QUE, CLARO, SOFRE A INFLUÊNCIA DA COMPLEXIDADE DA TAREFA A SER DELEGADA.
A meu ver, existem dois tipos de confiança — o quanto confiamos no caráter de uma pessoa, e nesse caso, se não existe esse tipo de confiança, não faz sentido ter essa pessoa no time; e o quanto confiamos na sua capacidade para realizar algo, no seu potencial para superar um desafio específico. Neste caso, precisamos ter consciência sobre o tempo de cada um, para que possamos delegar a tarefa certa para a pessoa certa, para um resultado de qualidade no prazo desejado. Afinal, pode ser que ela não consiga agora, mas que daqui algum tempo ela consiga, pelo fato de ter desenvolvido determinadas habilidades, e o desafio de algo novo é um ótimo caminho para isso.
Agora, quando você confia, quando dá um desafio para a pessoa certa de que ela poderá cumpri-lo, todos saem ganhando. A pessoa, cresce com a superação; você, como próprio líder, terá mais tempo livre para se dedicar a pontos estratégicos; e a empresa, crescerá também com o crescimento de todos.
Por trás da confiança, há uma fator determinante que é ainda mais profundo: o nosso mindset, que é a forma como estamos programados para funcionar, e ele é formado por um conjunto de crenças e valores que podem favorecer ou dificultar, neste caso, o nosso processo de delegação.
E posso afirmar por experiência própria: a maioria dos líderes “empaca” por causa do mindset. Por não se conhecerem direito, permitem que os seus padrões mentais sabotem a delegação. Por isso, não tenho dúvidas de que o ponto-chave para um processo mais efetivo vai além de desenvolver a Habilidade, é necessário chegar a níveis mais profundos de autoconhecimento.
Quando não nos conhecemos bem, sem perceber, experimentamos sentimentos nocivos diante do ato de delegar. Insegurança, falta de confiança, preocupação, frustração, etc. E muitas vezes sequer imaginamos a origem desses sentimentos; não fazemos ideia.
Acredito que aí resida a diferença entre o delegar, de fato, e o que chamo de “delargar”. Acredito também que delegação é um processo de investimento de tempo, pois ao dedicar atenção para todos esses pontos, procurando se conhecer mais, tenho certeza que você conseguirá aprimorar o seu processo de delegação, gerando um ganha-ganha-ganha — Quando compartilho a responsabilidade, gero um desafio para alguém, tenho como resultado, ganho do meu tempo além do meu crescimento, o da pessoa e consequentemente o crescimento do meu negócio.
Para se aprofundar, veja também:
Curso Online | Liderança de dentro para fora: como criar times de alta performance
Fonte: Endeavor/Fabio Di Giacomo
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Inflação se estabilizou no nível de 3% e deve voltar à meta, diz Ilan
Economia
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse nesta segunda-feira, 12, que o processo de inflação baixa no Brasil continua neste começo de 2018, o que é positivo para a economia, porque permite “continuar a conjuntura atual”. “Continuamos com inflação de alimentos benigna”, disse ele durante palestra em evento no Conselho de Negócios Brasil-Flórida em São Paulo.
“Parece que inflação se estabilizou no nível de 3% e deve voltar à meta”, disse Ilan, observando que o cenário base é que os preços voltem em direção ao referencial do BC e o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil siga a retomada de forma consistente.
Ilan começou sua apresentação ressaltando que há três fenômenos positivos na economia brasileira: a queda inédita da inflação, a redução dos juros e a recuperação da economia. “A queda da inflação foi inédita, no sentido de ter sido muito rápida”, avaliou.
O presidente do BC ressaltou que os juros chegaram a cair para a casa dos 7% no passado, mas não se sustentaram nesse patamar. “Nosso objetivo é que hoje as taxas se sustentem nesse patamar”, disse ele, fazendo uma analogia com dietas: é sempre mais fácil perder peso em dietas do que mantê-lo por muito tempo. A atual queda dos juros, que aconteceu de forma relativamente rápida, é percebida como sendo “responsável e sustentável”, disse ele.A ancoragem das expectativas de inflação foi fundamental, ressaltou Ilan em sua apresentação. O dirigente citou entre os contribuintes para a queda da inflação o forte recuo dos preços dos alimentos e a capacidade ociosa da economia, após dois anos de recessão.

Responsável pelo primeiro descumprimento da meta de inflação por causa de um índice tão baixo, o presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, foi eleito o melhor banqueiro central do mundo pela revista britânica “The Banker”, do grupo Financial Times, em janeiro de 2018. Retomada
“A economia brasileira está em processo de recuperação.” Os analistas estão prevendo que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça cerca de 3% deste ano, ressaltou o presidente do BC. “A recuperação da atividade tem sido melhor que o esperado”, destacou Ilan. O dirigente observou que a economia já está rodando com um crescimento de 2% a 2,5%.O cenário internacional segue benigno, disse ele, o que é positivo para o Brasil. “Temos basicamente o mundo todo crescendo, desde o Japão, a Europa e os Estados Unidos”, disse Ilan, destacando que a economia global está se expandindo na casa dos 3,7% e já não se fala mais em pouso forçado na China e o debate sobre “estagnação secular” perdeu espaço. A perspectiva é que os EUA sigam crescendo em ritmo importante, o mesmo acontecendo com outros países.
O cenário global está favorável, mas não vai durar para sempre, alertou o presidente do BC. O ambiente de juros baixos nos países desenvolvidos deve se normalizar e pode ser que a tomada de risco de papéis de países emergentes pare em algum momento. “Temos que estar preparados para que, se ocorrer, tenhamos nossa capacidade de resistir”, disse ele, destacando que o Brasil tem bons indicadores externos e elevadas reservas internacionais.

Banco Central Fonte: Estadão Conteúdo
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Famílias retomam hábitos de consumo da fase pré-crise
Economia
Aos poucos, as famílias brasileiras começam a retomar alguns hábitos de consumo adquiridos nos tempos de bonança da economia. Depois da longa recessão econômica que fez os consumidores cortarem ou substituírem produtos no dia a dia, a lista de compras voltou a ser incrementada com mercadorias um pouco mais caras. No lugar da margarina, a manteiga retornou à mesa; assim como o óleo de soja foi substituído pelo azeite de oliva. O requeijão, a batata congelada e o pão industrializado também estão de volta ao cardápio dos consumidores.
Dados da consultoria Kantar Worldpanel mostram que, em 2017, mais de dois milhões de lares voltaram a comprar manteiga pelo menos uma vez no ano – indicador que mostra uma reação do mercado de consumo. No auge da crise, o produto estava presente em 32,94% dos lares brasileiros. Com a retomada, a participação subiu para 36,80% – superior à registrada antes da recessão, em 2014 (34,17%). O mesmo ocorreu com o azeite, que retornou à lista de supermercado de 1,4 milhão de famílias.
“À medida que a economia melhora, a primeira cesta a dar sinais de recuperação é a de bens de consumo não duráveis”, afirma a diretora de negócios e Marketing da Kantar, Christine Pereira. A retomada é explicada por um conjunto de fatores: inflação baixa, juros no menor patamar histórico, aumento da renda e ligeira reação do mercado de trabalho.

Outro motor do consumo foi a redução do endividamento das famílias, que chegou a comprometer 22,8% da renda mensal em 2015. De lá pra cá, o indicador seguiu um movimento de queda. Segundo dados do Banco Central, em dezembro do ano passado, já estava em 19,9%.
Cálculos do economista Maurício Molan, do Santander, mostram que o aumento da massa salarial e o recuo do endividamento dos brasileiros devem liberar cerca de R$ 124 bilhões para a economia. “Vemos um crescimento consistente do consumo neste ano, já que o emprego e a renda estão voltando. Tudo isso é muito poderoso.”A expectativa é de que o varejo tenha um avanço de 4,7% em 2018 – o que deve ajudar a sustentar as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 3%. Levantamento da Tendências Consultoria Integrada mostra que o aumento do consumo deverá ser puxado em especial pelos Estados do Norte e por São Paulo.
O economista da consultoria, Adriano Pitoli, afirma que quem sofreu mais durante a crise tem potencial para registrar melhor desempenho agora. Ele lembra que a maior disponibilidade dos bancos para emprestar dinheiro também pode ter efeito positivo nesse mercado. Durante a crise, as instituições financeiras fecharam os cofres para novos empréstimos às pessoas físicas.
“Mas, vale pontuar que há um longo caminho pela frente para o País retomar por completo os níveis pré-crise”, diz Pitoli. Segundo ele, projeções apontam que apenas em 2021 o Brasil vai voltar ao patamar de consumo de 2013. Essa avaliação é compartilhada pela diretora da Kantar, Christine Pereira. Ela destaca que, apesar de novos compradores e do avanço nas vendas de produtos de maior valor agregado, o desafio é aumentar a frequência de compras, ainda limitada.Outra dificuldade é que essa onda de consumo, por ora, não deve ser acompanhada de grandes volumes de investimentos. “A ociosidade ainda é muito grande e vai demorar para ter um gatilho de novos investimentos produtivos”, diz Pitoli.
O economista do Santander, no entanto, tem opinião diferente. Segundo ele, apesar do baixo uso da capacidade instalada, há outros investimentos importantes que podem ser feitos agora, como a modernização de parques industriais e a demanda por máquinas no agronegócio, que tem efeito multiplicador na economia. “Os indicadores são bastante positivos, especialmente se levarmos em consideração que estamos saindo de uma grave recessão.”
Fonte: Estadão Conteúdo
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Grupo Boticário compra Vult Cosmética
Negócio
Valor do negócio, ainda sujeito à aprovação pelas autoridades de defesa, não foi divulgado
O Grupo Boticário anunciou nesta sexta-feira, 9, a aquisição da Vult Cosmética. O valor do negócio não foi divulgado. A concretização da compra está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo comunicado, a operação reforça a estratégia do Grupo Boticário, iniciada em 2010, de aumentar o seu alcance no mercado brasileiro de beleza. O Grupo Boticário controla as marcas O Boticário, Eudora, quem disse, berenice?, The Beauty Box e Multi B.
“A chegada da Vult complementa o nosso portfólio e fortalece o nosso negócio, que é multimarca e multicanal. É uma empresa nacional, empreendedora e inovadora, que conquistou territórios e também ganhou a confiança dos brasileiros”, disse, em comunicado, Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário. A empresa teve receita bruta de R$ 12,3 bilhões em 2017, alta de 7,5%. No mercado desde 2004, a Vult tem produtos cosméticos e de maquiagem. Está presente em 35 mil pontos de venda pelo país.
Fonte: Reuters
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Toma posse a nova diretoria do Sirecom/SE
A nova diretoria foi empossada para o quadriênio 2108/2022
Nesta sexta, dia 09 de março, o Sirecom Sergipe empossou a sua nova diretoria para a gestão 2018/2022. A votação aconteceu na sede do CORE/SE, em Aracaju no dia 07 de fevereiro.
A nova diretoria foi empossada para o quadriênio 2018/2022.
Composição da nova diretoria:
Petrúcio da Silva (diretor presidente e delegado suplente junto à Fecomércio); Cloves Nascimento Alcântara (vice-presidente); Pedro Rocha Amarante (1º diretor secretário); Francisco Luiz Quintino de Moura (2º diretor secretário); José Carlos Quintino de Moura (1º diretor tesoureiro); Emerson Natal de Almeida Sousa (2º diretor tesoureiro e delegado efetivo junto à Fecomércio); Antônio Alberto Maia dos Santos (diretor para assuntos institucionais); Renato Alves da Silva (diretor para assuntos ligados a políticas sindicais entre o setor privado e público); Paulo Cesar de Albuquerque Novaes (diretor para assuntos ligados a comunicação sindical e capacitação profissionais); Francisco Tártaro Filho (diretor suplente); Francisco Alves Lebre Neto (diretor suplente); José Alves de Almeida (diretor suplente); Luis Alves dos Santos (diretor suplente); José Dias Neto (diretor suplente); Marcelo Barreto de Castro (diretor suplente); Kátia Andreia de Carvalho Mendonça (diretora suplente); Kátia Santana Cruz (diretora suplente); José Aécio Macedo da Cruz (diretor suplente); Manoel Messias de Mendonça (conselheiro fiscal efetivo); Sérgio Murilo Carvalho Matos (conselheiro fiscal efetivo); Gilberto Menezes da Silva (conselheiro fiscal efetivo); Ana Márcia de Oliveira Moreira (conselheira fiscal suplente) e Manoel Barbosa de Andrade (conselheiro fiscal suplente).

Foto: Kátia Santana Cruz (diretora suplente) com o novo presidente, Petrúcio da Silva -

Inovação é a arma do varejo para conquistar consumidores
Negócios, tecnologia, inovação
Diante de um mercado em transformação, grandes redes varejistas investem em soluções tecnológicas para facilitar a vida dos clientes
O comércio é uma das atividades mais antigas da história da humanidade: as pessoas saíam de casa rumo aos grandes centros para comprar os produtos que necessitavam, enquanto os vendedores investiam em lojas localizadas em pontos estratégicos, com o objetivo de atender o maior número de consumidores possível. Mas essa fórmula, que funcionou muito bem durante séculos, tem se mostrado cada vez menos eficaz.
“Vivemos uma revolução do consumo, as pessoas não precisam mais sair de casa para comprar. A conveniência é muito mais poderosa do que o preço”, afirma o consultor especializado no setor de varejo Fred Rocha. Segundo ele, agora é o momento do “varejo intangível”, no qual a tecnologia, a transformação digital e as pessoas são o foco das estratégias de negócios. “A inovação faz parte do intangível e tem se mostrado fundamental para facilitar processos, especialmente para o consumidor.”
De acordo com um levantamento divulgado em 2017 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o investimento do setor privado em pesquisa e desenvolvimento alcançou 38,1 bilhões de reais em 2015, uma prova da necessidade de inovação para a geração de valor nos negócios.
APLICATIVOS QUE AJUDAM A ECONOMIZAR NA HORA DAS COMPRAS
Principalmente quando o orçamento está apertado, é muito bom ter a ajuda da tecnologia para gastar menos. Conheça alguns apps que ajudam nessa missão
Uma grande técnica de compra de supermercado é a lista. Com ela feita, basta sair caçando os melhores valores e marcas – e a escolha depende de gostos e quantias guardadas no bolso. Contudo, é bom ter ferramentas que ajudam a economizar na hora das compras – tanto faz se você vai comprar roupas, sapatos, acessórios ou alimentos.
Nesse cenário, e considerando as tecnologias que já estão disponíveis hoje, não é muito esperto ter que ir até as lojas ou supermercados para analisar onde está o preço mais baixo. Essa é uma opção cansativa, que demanda tempo e dinheiro. Às vezes o gasto com as pesquisas físicas torna-se maior do que se tivesse comprado no primeiro local.
Para solucionar essa questão, surgiram os apps. Eles existem para facilitar as decisões do cotidiano. Por isso, encontramos nove apps e sites que ajudam você a comparar preços no supermercado, na hora de comprar eletrônicos, remédios e passagens aéreas.
Boa Lista
Esse aplicativo, disponível para iOS e Android, usa a câmera do seu celular para comparar o preço dos produtos que você encontra na gôndola. Você captura a imagem do código de barras e ele vai mostrar se o preço cobrado é bom ou não. O ponto negativo desse app é que o banco de dados de produtos cadastrados não é tão grande assim.
Facilista
Fazer a lista de compras fica mais fácil com esse aplicativo para Android. Você cria e edita as suas listas e ainda fica sabendo das ofertas do dia. Apesar de prático no celular, o Facilista atende melhor o usuário pelo site, onde estão disponíveis mais opções para formatação das listas. De acordo com os criadores, a economia pode chegar até 60% na hora das compras.
Skyscanner
A facilidade para comparar os preços de centenas de companhias aéreas com poucos cliques. Essa é a missão do Skyscanner. Preenchendo apenas alguns campos, você refina a busca e encontra o melhor preço para o destino desejado. Além disso, o aplicativo permite a comparação de preços de hotéis e aluguel de carros. Disponível para Android e iOS.
Meu Carrinho
Este aplicativo, disponível para Android, Windows Phone e iOS, também é um comparador de preços. Você inclui os itens na lista de compras e ele mostra para você as diferenças de preços entre os supermercados. A integração entre a versão web e o aplicativo facilitam na hora de consultar as listas. E o app ainda permite que você utilize a câmera do seu smartphone para scanear o código de barras dos produtos, facilitando a busca.
Buscapé
Esse é um velho conhecido dos internautas. Muita gente utiliza o comparador de preços Buscapé pelo site, mas o aplicativo pode ser uma excelente alternativa quando surgir aquela dúvida ? compro ou não compro? ? e você estiver dentro do shopping. Está disponível para Android e iOS.
Buy Me a Pie
O aplicativo permite que os usuários compartilhem suas listas de compras com outras pessoas. É uma boa pedida para pessoas que moram juntas, porque permite que o usuário atualize a lista de produtos que serão comprados por um outro membro da família, por exemplo. disponível para Android e iOS.
QQFalta
Você gosta muito de aplicativos com mil e uma funcionalidades, o QQFalta é uma lista simples, fácil de usar, com ferramentas limitadas de compartilhamento. Disponível para Android.
ShoppingList
Este aplicativo vai somando o valor dos produtos, de maneira que, antes de chegar no caixa, você já sabe quanto vai gastar. É preciso digitar o preço ou baixar uma extensão que faz a leitura do código de barras. Disponível para Android.
Mais Preço
Por meio do app, disponível para Android, você pode consultar o preço de um medicamento em diversos estabelecimentos brasileiros. São mais de 16 mil produtos e 200 mil ofertas em todo país. A busca pode ser feita pelo nome ou pela leitura do código de barras para você consultar o preço de um produto e ver qual farmácia oferece o melhor preço.
Fonte: Abril Branded Content e Consumidor Moderno
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8 de março, Dia Internacional da Mulher
O Core/SE e Sirecom/SE faz uma matéria especial em homenagem ao dia internacional da mulher.
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Isenção de IPI na compra de veículos por representantes comerciais é rejeitada
Publicado por Instituto dos Advogados Brasileiros
“Não é razoável que, em momento de grave crise financeira enfrentada pelos estados, municípios e, sobretudo, pela União, se faça renúncia fiscal que não apresente como contrapartida a geração de emprego e renda”. Com este argumento, o relator Guilherme Chambarelli Neno (foto), da Comissão de Direito Financeiro e Tributário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), conseguiu a aprovação unânime, na sessão ordinária desta quarta-feira (7/2), do seu parecer contrário ao projeto de lei 5.364/2016, do deputado federal Tenente Lúcio (PSB-MG). O parlamentar propõe a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos por profissionais autônomos que trabalham como representantes comerciais. Para o deputado, “os representantes comerciais exercem suas atividades profissionais fora de suas bases de trabalho, em constantes deslocamentos pelo Brasil afora, ajudando a desenvolver o país e transformando o veículo em instrumento de trabalho”. Guilherme Chambarelli Neno refutou a alegação do parlamentar, afirmando que “o PL não aponta o impacto positivo que a adoção da medida geraria na economia”.
O advogado recorreu à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para defender a rejeição ao projeto. “A lei prevê que a concessão ou a ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária decorrente de renúncia de receita deverá estar acompanhada da estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que iniciar a sua vigência, assim como nos dois exercícios seguintes”, ressaltou o relator.
Ainda de acordo com ele, embora a LRF trate o IPI e demais impostos extrafiscais como exceção a essa regra, “o mecanismo da isenção se aplica ao produto e não a uma determinada classe que pretenda adquiri-lo”. O advogado classificou a iniciativa parlamentar de “eleitoreira, de cunho populista, destituída de interesse público e com nítida intenção de atender a interesse particular, prática censurada pelos princípios que regem a LRF”.
Guilherme Chambarelli Neno destacou, ainda, que seis PLs que tratavam do mesmo assunto foram rejeitados pela Câmara Federal nos últimos cinco anos. “A tentativa de isenção do IPI para automóveis comprados por representantes comerciais foi reiteradamente rechaçada pelo parlamento”, disse.
















